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RK Motors - Tudo para seu carro, moto ou caminhão. O seu guia automotivo!
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Já parou para pensar que, hoje em dia, o carro popular anda muito caro no Brasil? Descubra porque isso está acontecendo.

Por que não temos mais carros novos com preço popular no Brasil?

Publicado em 22/07/2021, por RK Motors

Já parou para pensar que, hoje em dia, o carro popular anda muito caro no Brasil? Descubra porque isso está acontecendo.

 

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Quem está atento aos preços de carros 0 quilômetro certamente está assustado com os valores dos ditos "carros populares". Ao contrário do que víamos nas últimas décadas, esses veículos estão com preços bem altos e muita gente não sabe o porquê.

 

É por isso que, ao longo deste texto, nós vamos apresentar os principais motivos que explicam esses valores elevados de carros de entrada. Contrariando o senso comum de que carro simples deve ser barato, essa tendência de alta se explica, essencialmente, por três fatores.

 

Vamos lá?!

 

Por que não temos mais carros novos com preço popular?

 

De modo geral, podemos dizer que, nos dias atuais, a ideia de carro popular não faz mais tanto sentido. O mercado não é o mesmo de 20 ou até mesmo 10 anos atrás.

 

Se buscarmos dados de 2003, por exemplo, vemos que o famoso Fiat Uno representou mais de 96 mil vendas, número que caiu para menos de 23 mil em 2020. Isso não acontece por acaso, já que há um movimento que vem tanto das marcas quanto dos compradores.

 

Em suma, pode-se dizer que carros populares já não vendem muito. Para piorar, o que vende não da uma grande margem de lucro.

 

Cenário difícil esse, não é mesmo?

 

Além disso, a situação não se limita ao Brasil. Outros países, inclusive da Europa, também estão passando por isso. Nos próximos tópicos, você vai entender isso direitinho!

 

1. Desinteresse por parte dos consumidores

 

Para a sua surpresa, um dos motivos para que não tenhamos mais, hoje em dia, carros novos com preços populares está nos próprios consumidores. Isso porque eles não têm mais interesse em investir em carros populares.

 

Recorremos a alguns dados. Há 20 anos, carros com motores 1.0 representaram quase 70% das vendas no Brasil. Esse percentual caiu a 33,1% em 2016, o que revela um derretimento, não é mesmo?

 

Vale lembrar, no entanto, que o percentual começou a crescer após 2016. No entanto, o motivo é que os carros estão trazendo motores 1.0 turbinados, o que nega a posição de "popular" dos veículos.

 

Vamos a um exemplo de carro com motor 1.0 turbinado? Pois bem, o Chevrolet Tracker é um deles. O seu valor, no entanto, é superior a R$ 90 mil em uma concessionária...

 

Dados da Fenebrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), do mesmo modo, mostram que as vendas de carros de entrada, os mais baratos, caíram de 49,1%, em 2003, para apenas 12,7%, em 2020.

 

2. Desinteresse por parte das marcas

 

A falta de interesse, aliás, não parte apenas dos consumidores. Ele também está nas marcas, que já não querem fabricar carros populares. "Mas por quê?", você pode perguntar.

 

Pois bem, a margem de lucro de veículos de entrada é pequena, se comparada com outros modelos mais robustos. Isso, inclusive, não acontece apenas no Brasil, mas em todo mundo, no geral.

 

A Ford, por exemplo, fechou suas fábricas no Brasil há pouco tempo. A matriz da marca, há três anos, deixou de investir em carros de passeio e concentrou suas atenções em SUVs e picapes. Afinal, esses modelos oferecem mais lucro.

 

A Volkswagen é outra marca que também está com mais interesse em fabricar SUVs. Ao invés de mirar a liderança de vendas, está mais preocupada em lucrar com carros mais robustos.

 

3. Preços em alta

 

Em geral, os consumidores estão mais exigentes hoje em dia. Um carro básico, sem muitos recursos, acaba não enchendo os olhos de ninguém.

 

Sempre que uma pessoa vai a uma concessionária em busca de um carro, ainda que seja popular, ele está atento ao que o veículo possui. Ou seja, itens que, antes, seriam dispensáveis, hoje são fatores importantes a se considerar na tomada de decisão.

 

Entre esses itens, aliás, podemos citar o ar-condicionado, recurso que se torna cada dia mais importante em um país tropical, como o nosso, que respira muito calor na maior parte do ano.

 

Além disso, podemos citar outros itens. A central multimídia é outro recurso que vem pesando nas decisões dos compradores. Do mesmo modo, o câmbio automático, que facilita bastante a vida dos condutores e condutoras.

 

Todas essas exigências, então, culminam no aumento dos preços dos carros. As novas tecnologias não custam pouco e recaem, é claro, sobre os compradores.

 

Além disso, deve-se destacar algumas mudanças nos veículos que buscam oferecer mais segurança, bem como diminuir a emissões de gases tóxicos na atmosfera. Tudo isso custa e aumenta o valor de compra de carros 0 quilômetro.

 

Com vistas para o equilíbrio no meio ambiente, as legislações estão se modernizando em busca de diminuir os danos que provocamos. Nas próximas décadas, aliás, os motores dos carros devem ser menos poluentes.

 

Resta saber, então, se a situação econômica dos brasileiros vai ser capaz de acompanhar esse movimento. De todo modo, no entanto, sabemos que modernizar o setor automotivo é uma demanda urgente.

 

Impostos

 

Do mesmo modo, vale uma menção aos impostos. As grandes marcas costumam justificar os altos preços com o "Custo Brasil", conceito que abrange impostos que superam 50% nos veículos; em vários outros países, esses impostos são mais baixos, caso dos Estados Unidos (7%), bem como na Europa (14%).

 

A solução, então, para as grandes e ricas marcas, é uma reforma tributária que taxe menos. Assim, na visão delas, o mercado se tornaria mais competitivo e, logo, os preços dos carros cairiam para os consumidores.

 

Agora, você já sabe por que é tão caro investir na compra de um carro popular no Brasil. Mas e aí: vale ou não a pena adquirir um veículo de entrada, 0 quilômetro, hoje em dia, no Brasil?

 




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