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Pandemia alavancou os serviços de entrega e aplicativos devem incentivar a concorrência

Delivery de combustível vai ser regulamentado em breve no Brasil

Publicado em 09/08/2021, por RK Motors

Pandemia alavancou os serviços de entrega e aplicativos devem incentivar a concorrência

 

Delivery de combustível está prestes a ser regulamentado no Brasil - rk motors

 

Imagine que além de pedir comida, mercado e remédios, você também possa abastecer o seu carro sem sair de casa? Parece improvável, mas isso já é uma realidade nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra e em breve deve ser regularizado no Brasil. A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) prepara o novo marco regulatório do mercado de combustíveis que deve modificar como esses produtos são vendidos no país.

 

Uma das principais inovações é a autorização para postos realizarem o serviço de entrega através de veículos adaptados. Esse modelo funcionou no Rio de Janeiro através da empresa Gofit. No começo, o foco era a entrega em marinas, para abastecer barcos, lanchas e jet-skis, mas a intenção é expandir o mercado para todos os consumidores assim que houver regulamentação. “Antes, o proprietário desse tipo de veículo era obrigado a se arriscar, transportando combustível em galões, o que também é proibido. A tecnologia vem para somar e oferecer mais comodidade ao brasileiro”, afirma o advogado Robson Couto, especializado no mercado varejista de combustíveis.

 

O serviço, também chamado de ‘Uber dos combustíveis’, funciona 24 horas através de um aplicativo. Após fazer o cadastro, o app informa a disponibilidade dos caminhões para, então, a compra ser concluída. O caminhão vai até o consumidor, que nem precisa sair de casa ou ter contato com atendentes para realizar o pagamento.

 

A entrega é feita por caminhonetes com um tanque adaptado para armazenar gasolina e etanol, com capacidade de transporte de até dois mil litros. “A regulamentação da ANP estabelece uma série de normas para garantir a segurança da operação. O texto já passou pela fase de audiências públicas e os interessados já enviaram sugestões de alteração. Agora a agência analisa se adota ou não as sugestões do setor antes da finalização para implementação da nova regulamentação”, acrescenta o especialista.

 

Realidade nos EUA desde 2015, o delivery de combustível está em expansão também no Canadá e Inglaterra. Com a pandemia, o mercado de entrega tornou-se terreno fértil e isso teve reflexos também no Brasil, que, segundo levantamento da Statista, empresa especializada em dados de mercado e consumidores, foi responsável por quase metade dos números do delivery (48,77%) na América Latina em 2020.

 

Nesse cenário o aplicativo para entrega de combustível se concretiza. Nos EUA, por exemplo, várias companhias do Vale do Silício como PayPal, UPS, Facebook, Cisco, IBM e FedEx utilizaram os apps para abastecer os carros de seus empregados.

 

Concorrência


Segundo Couto, o novo marco regulatório do mercado de combustíveis em definição pela ANP vai estimular a concorrência e está longe de representar o fim dos postos de combustíveis. “O modelo atual continuará existindo por muito tempo. Somente donos de postos poderão operar o delivery. A medida estudada pela ANP representará uma comodidade e deve tornar o preço mais atrativo para consumidor assim que o mercado se expandir”, afirma.

 

De acordo com as regras pré-definidas pela ANP, só estarão permitidos a vender fora dos postos os revendedores varejistas autorizados pela agência.  E a revenda também deverá ser feita dentro dos limites do município onde o revendedor está instalado.

 

O advogado estima que para começar a operar o sistema, os empresários do setor devem fazer um investimento inicial de cerca de R$ 250 mil com a compra e adaptação do veículo.

 

Segurança


Os veículos poderão transportar até 2 mil litros de combustível e o abastecimento em delivery não poderá ser feito em garagens, áreas subterrâneas, ruas de grande fluxo e locais onde há piso permeável ou semipermeável. A resolução apresenta uma série de normas técnicas para garantir a segurança do serviço. Será preciso ter estudo de análise de gestão de riscos; licença de operação expedido por órgão ambiental; certificado de segurança expedidos pelo Denatran, Ibama e Inmetro. Tudo para que o delivery opere de forma segura”, afirma Couto.

 




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