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Altas acumuladas e seguidas no preço dos combustíveisl forçam nova paralisação

Nova alta no preço do diesel surpreende caminhoneiros e GREVE ganha força

Publicado em 06/07/2021, por RK Motors

Altas acumuladas e seguidas no preço dos combustíveisl forçam nova paralisação

greve caminhoneiros julho de 2021

 

Há menos de uma semana os membros do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) se reuniram com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, e pleitearam que o preço do diesel não subisse. No entanto foram pegos de surpresa, com a primeira alta da gestão do general.


"Deixamos claro na reunião que se o diesel subisse ia afetar seriamente não só os caminhoneiros, mas a sociedade em geral, que já está muito pressionada", disse Plínio Nestor Dias, presidente do CNTRC.


O aumento do diesel afeta toda a cadeia produtiva que depende do frete rodoviário para distribuição, apesar de ter pouco impacto na inflação oficial (IPCA) do País. 


Segundo Dias a greve dos caminhoneiros, agendada para o próximo dia 25, continua e inclusive ganhou força com a alta. Ainda de acordo com o presidente da CNTRC, o Conselho vai enviar uma carta em resposta à Petrobras, para reafirmar a posição da categoria. "Meu celular não parou o dia todo, são caminhoneiros querendo saber o que aconteceu. Vamos traçar nossa estratégia para ninguém sair prejudicado, mas vai ter greve", informou.


Os petroleiros também criticaram o novo aumento dos combustíveis anunciados, 6% para gasolina e GLP e 3,7% para o diesel. De acordo com o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, o aumento se deve à pressão de importadores de combustíveis e de investidores do mercado financeiro.


"O novo aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha nas refinarias anunciado hoje pela Petrobras é mais uma clara demonstração da equivocada política de preço de paridade de importação (PPI), adotada pelo governo Bolsonaro contra a população brasileira e que penaliza sobretudo os mais pobres", disse o sindicalista.


Bacelar destaca ainda o forte impacto que os aumentos terão na inflação em efeito cascata, que somados com a alta das tarifas de energia elétrica diminuem a renda do trabalhador. "É inadmissível que com este novo aumento no gás de cozinha nas refinarias da Petrobras, a partir desta terça-feira, o sexto aumento somente neste ano, o gás de cozinha já acumule uma alta de 37,9%", ressaltou Bacelar.


Nos últimos 12 meses, ainda segundo Bacelar, o IPCA acumula alta de 8 06%. "Ou seja, em sete meses, o aumento do gás de cozinha já é quase cinco vezes a inflação de um período de um ano", disse.

 




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