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Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) pelo segundo mês consecutivo a produção de autoveículos caiu no Brasil.

Produção de automóveis tem nova queda pela falta de semicondutores

Publicado em 08/08/2021, por RK Motors

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) pelo segundo mês consecutivo a produção de autoveículos caiu no Brasil.

 

Produção de automóveis tem nova queda pela falta de semicondutores - rk motors

 

A queda é creditada às paralisações de algumas fábricas em função da falta de semicondutores, item que integra centenas de equipamentos eletrônicos dos veículos. Em julho, a produção total foi de 163,6 mil unidades, 2% a menos do que no mês de junho e 4,2% abaixo de julho de 2020.

 

As dificuldades no ritmo de produção obviamente têm seus reflexos tanto nas vendas internas quanto nas exportações. O mês de julho teve 8 mil licenciamentos diários, pior média em 12 meses. O total de 175,5 mil unidades licenciadas representou queda de 3,8% em relação a junho. O recuo foi ainda mais dramático nas exportações, com 23,8 mil veículos enviados a outros países, volume 29,1% inferior ao do mês anterior. Os estoques são os menos das últimas duas décadas.

 

“Há demanda interna e externa por um volume maior de veículos, mas infelizmente a falta de semicondutores e outros insumos tem impedido a indústria de produzir tudo o que vem sendo demandado, apesar dos esforços logísticos empenhados pelas empresas”, afirmou o Presidente da ANFAVEA, Luiz Carlos Moraes. “Os estoques de 85 mil unidades nas fábricas e nas concessionárias são os menores das últimas duas décadas, o que comprova a gravidade da situação”, complementou o dirigente, lembrando que não há previsão de normalização no fornecimento de semicondutores até meados de 2022.

 

A situação é delicada principalmente para os fabricantes de automóveis, em função dos maiores volumes de produção necessários para abastecer o mercado. Em compensação, o  segmento de caminhões, vem sofrendo de forma mais amena esses impactos negativos, embora também tenha seus percalços e poderia ter melhor desempenho. Em julho a produção foi de 14,8 mil unidades, alta de 1,1% comparado a junho. Já os licenciamentos totais de 12 mil caminhões foram 5,3% superiores aos do mês anterior.

 

Durante uma coletiva de imprensa, a ANFAVEA apresentou dados que mostram que mesmo com a baixa oferta para tanta demanda, os preços dos automóveis e comerciais leves cresceram em média 8,3% nos últimos 12 meses, segundo acompanhamento da KBB, multinacional especializada em preços de carros.

 

Esse índice é bem inferior ao da inflação do período, que foi superior a 35%, de acordo com o IGPM. É menor também que a valorização dos veículos seminovos em 12 meses (cerca de 17% pelo índice KBB) e dos insumos que influenciam diretamente o custo de produção, como resinas e elastômeros (109%), siderurgia (84%) e plásticos (43%), entre outros medidos pelo IBGE.

 




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