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RK Motors - Tudo para seu carro, moto ou caminhão. O seu guia automotivo!
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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou um estudo sobre os possíveis cenários do futuro da motorização veicular dentro da realidade brasileira, visando a descarbonização do setor automotivo.

Qual o futuro dos biocombustíveis e da eletrificação?

Publicado em 16/08/2021, por RK Motors

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou um estudo sobre os possíveis cenários do futuro da motorização veicular dentro da realidade brasileira, visando a descarbonização do setor automotivo.

 

biocombustíveis e eletrificação - RK Motors

 

A apresentação também foi integrada a um estudo inédito feito pelo Boston Consulting Group (BCG). Foram traçados três cenários possíveis, que envolvem tanto a eletrificação da frota quanto o desenvolvimento dos biocombustíveis.

 

Por que é preciso mudar?

 

A discussão se torna ainda mais necessária nesse momento, após a divulgação do relatório IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) da ONU, anunciando a estimativa de que o limite de +1,5° C de aquecimento global em relação à era pré-industrial acontecerá em 2030, 10 anos antes do previsto, e com efeitos climáticos muito ruins.

 

“Ultimamente temos observado eventos climáticos extremos, como enchentes na Europa e na China, incêndios devastadores no Mediterrâneo e nos EUA, seca e geadas no Brasil, além de temperaturas aumentando em escala global”, afirmou o Presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes.

 

“Enfrentar as mudanças climáticas é o maior desafio da nossa geração. Na indústria automotiva, tecnologias de eletrificação e maior uso de combustíveis sustentáveis já se mostram um caminho sem volta. As empresas precisam se preparar para o desafio e mirar as novas oportunidades, investindo em produção, infraestrutura, distribuição, novos modelos de mobilidade e serviços, além da capacitação dos seus profissionais”, disse Masao Ukon, sócio sênior do BCG Brasil e líder do setor Automotivo na América do Sul.

 

Quais os caminhos possíveis?

 

Enquanto a Europa já estuda o fim da comercialização de veículos exclusivamente a combustão a partir de 2035 em prol da eletrificação, o Brasil ainda pondera as alternativas.

 

Mas será o carro elétrico? Ou os biocombustíveis?

 

O estudo organizado pela Anfavea e pelo BCG mostrou três grandes cenários possíveis para o país nos próximos 15 anos. O primeiro seria sem metas estabelecidas e sem política de Estado que incentive a eletrificação. O segundo seria mais acelerado e acompanhando os movimentos já em curso nos países mais desenvolvidos. Por fim, o terceiro privilegiaria combustíveis “verdes”, mas com um grau de eletrificação semelhante ao do primeiro cenário.

 

Entre as opções que poderão ser desenvolvidas estão: Combustíveis fósseis, incluindo Gás Natural Comprimido e Gás Natural Liquefeito (LNG); biocombustíveis; veículos eletrificados; modelos movidos a célula de combustível.

 

Na linha de veículos leves, algumas rotas já em andamento incluem o desenvolvimento de etanol de segunda geração, novos modelos eletrificados e o desenvolvimento de tecnologia de célula de combustível alimentada por etanol. Já na linha de pesados, temos caminhões e ônibus rodoviários movidos a GNV ou biometano, caminhões elétricos e até mesmo sistemas de célula de combustível também.

 

Impactos no setor automotivo

 

Segundo a Associação, atualmente, os modelos eletrificados respondem por 2% do mix de vendas de veículos leves, mas em 2030 irão representar de 12% a 22%, dependendo dos cenários previstos, e de 32% a 62% em 2035. Já no setor de veículos pesados, a previsão é de 10% a 26% do mix em 2030, chegando ao patamar de 14% a 32% em 2035.

 

Ou seja, em qualquer cenário, o mercado brasileiro vai demandar milhões de unidades de veículos eletrificados até a metade da próxima década. Seriam 432 mil veículos leves/ano em 2030, aumentando para 1,3 milhão/ano em 2035.

 

Reflexos nos combustíveis

 

O estudo evidencia que a renovação natural da frota será muito lenta. A frota circulante de leves ainda terá quase 80% de motores flex (gasolina/etanol), enquanto praticamente 90% dos caminhões e ônibus nas ruas irão permanecer à diesel.

 

Logo, a procura por etanol e álcool anidro (presente em 27% na gasolina) vai exigir altos investimentos da indústria sucroalcooleira, algo em torno de R$ 50 bilhões em 15 anos. O mesmo raciocínio vale para os produtores de diesel e biodiesel. Além disso, serão necessários investimentos significativos e mandatórios na produção de HVO (diesel de origem vegetal) para a frota em circulação.

 

Energia e infraestrutura

 

Foi provado pelo estudo a necessidade de instalação de ao menos 150 mil carregadores para atender os veículos eletrificados, o que levaria a um investimento de aproximadamente R$ 14 bilhões. Além disso, é fundamental um maciço investimento em geração/distribuição de energia de fontes limpas para suprir a frota de elétricos, que criará uma demanda adicional de 7.252 Gwh (ou seja, cerca de 1,5% de tudo o que é gerado atualmente).

 



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