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Em tempos de Tóquio 2020, talvez seja ilustrativo falar também sobre Olimpíadas. Sim, existe muito em comum com a F-1. O fato mais emblemático aconteceu há 65 anos.

Quando a F-1 correu nas Olimpíadas

Publicado em 23/07/2021, por RK Motors

Em tempos de Tóquio 2020, talvez seja ilustrativo falar também sobre Olimpíadas. Sim, existe muito em comum com a F-1. O fato mais emblemático aconteceu há 65 anos.

 

Boxes da F-1 montados para o GP Olímpico de Melbourne, durante os Jogos de 1956 - Reprodução

Boxes da F-1 montados para o GP Olímpico de Melbourne, durante os Jogos de 1956

 

Vira e mexe alguém diz: "Ah, mas automobilismo nem é esporte." A condição física é indispensável para segurar um carro numa curva de alta velocidade, sobre o preparo mental para aguentar duas horas de GP, sobre o desgaste de trabalhar num cockpit em que a temperatura ultrapassa os 50°C. Não é à toa que boa parte dos pilotos hoje em dia pratica triatlo.

 

Em tempos de Tóquio-2020, talvez seja ilustrativo falar também sobre Olimpíadas. Sim, existe muito em comum com a F-1. O fato mais emblemático aconteceu há 65 anos.

 

Imagine Hamilton e Verstappen andando entre os atletas em Tóquio e correndo no domingo. Aconteceu algo parecido nos Jogos de Melbourne em 1956, o "GP Olímpico". Foi uma prova extracampeonato feita em meio aos Jogos, com alguns dos maiores pilotos do automobilismo. E que foi possível graças a uma particularidade australiana. À época, os domingos eram "dias de descanso" inegociáveis, e isso prejudicou a programação dos Jogos.

 

Distribuíram os eventos da 16ª Olimpíada da era moderna ao longo de três semanas, sem nada para os domingos, afinal era dia de descanso. E aí, a F-1 viu uma oportunidade de ser vista.

 

Em parceria com o comitê organizador dos Jogos, a categoria organizou uma corrida no Albert Park, no centro de Melbourne, para distrair os torcedores e atletas que estavam na Austrália. Havia também um festival de música.

 

A prova foi batizada de "GP Olímpico" e teve mais sucesso. Os números são muito divergentes e indicam de 100 mil a 200 mil espectadores na corrida, naquele 2 de dezembro. Embora tenha ocorrido no mesmo parque que até hoje abriga a F-1, o circuito diferente: mais curto, em sentido anti-horário.

 

moss19562 - Reprodução  - Reprodução

 

A vitória ficou com Stirling Moss, uma lenda da F-1, ao volante de uma Maserati. O pódio foi seguido por seu companheiro de equipe, o francês Jean Behra, com o inglês Peter Whitehead em terceiro, com uma Ferrari. Mas eles  não levaram medalhas para casa, mas troféus comuns. Faltou alguém bom de marketing na ocasião...

 

Existiram outros momentos em que automobilismo e Olímpiadas se cruzaram ao longo dos anos. Alguns bizarros, outros cheios de glória.

 

A segunda edição dos Jogos da era moderna, Paris-1900, aconteceu como parte da Feira Mundial. Foram 14 eventos automobilísticos junto com os Jogos e até uma corrida de táxis.

 

Quase um século depois, em Barcelona-1992, uma corrida de F-1 foi chamada de maneira informal de "GP Olímpico". A prova aconteceu três meses antes dos Jogos, quando a cidade já respirava Olimpíada, e foi vencida por Nigel Mansell, com a Williams. Ao menos sete pilotos de F-1 viveram experiências olímpicas.

 

O mais bem sucedido deles é Alessandro Zanardi, que perdeu as pernas num acidente na Indy e, como paratleta, se tornou o maior campeão olímpico do paraciclismo. Com seis medalhas, sendo quatro de ouro, em duas edições dos Jogos. Atualmente, o italiano se recupera de um acidente que sofreu numa competição na Itália, há pouco mais de um ano.

 

Segundo a família revelou no mês passado, Zanardi está em "estado estável, ainda sem falar, mas passando por treinamentos para o cérebro e para o corpo".

 

Alfonso de Portago, Príncipe Bira, Robert Mieres, Bob Said, Robin Widdows e Divina Galica completam a lista de ex-pilotos de F-1 que disputaram Jogos de Verão e de Inverno.

 

Quem passou mais perto de uma medalha foi De Portago, quarto colocado no bobsled nos Jogos de Inverno de Cortina D'Ampezzo, também em 1956. Ele correu de F-1 e competia de bobsled. Milionário que ostentava título de marquês, o espanhol era aficionado pelo perigo.

 

Um ano depois, morreu quando corria a Mille Miglia e um pneu de sua Ferrari explodiu. Em 2011, a FIA passou a ser uma entidade esportiva integrante do COI.

 




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