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RK Motors - Tudo para seu carro, moto ou caminhão. O seu guia automotivo!
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Além de poder ficar a pé, o condutor pode ter uma série de problemas mais sérios caso circule com pouco combustível.

Rodando com o tanque vazio? Entenda por quê isso não é uma boa ideia

Publicado em 11/08/2021, por RK Motors

Além de poder ficar a pé, o condutor pode ter uma série de problemas mais sérios caso circule com pouco combustível.

 

andar com o carro na reserva - rk motors

 

Falta de dinheiro, de tempo ou até mesmo de disposição para parar em um posto de gasolina para abastecer são alguns dos motivos que levam motoristas a andarem com baixo nível de combustível e, muitas vezes, serem surpreendidos com uma “pane seca”. Sabe-se que é um hábito comum, mas nunca uma boa ideia.

 

Além de poder ficar a pé, o condutor pode ter uma série de problemas mais sérios caso circule com pouco combustível.

 

“Um dos problemas de rodar com o tanque vazio é a bomba fazer sucção de ar no lugar do combustível. Se isso acontece, ela causa cavitações. Isso significa que o ar entra na bomba e força a parte mecânica mais do que deveria. E aí, você compromete a vida útil da bomba”, explica Renato Romio, chefe da Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia.

 

Carros antigos

 

Segundo Romio, esse procedimento tende a comprometer mais os carros antigos, que podem ter as peças danificadas facilmente. As novas tecnologias garantem que os veículos circulem e durem muito mais tempo:

 

“Os carros antigos acabam sendo mais sujeitos a quebras por conta da idade das peças. Antigamente, as peças eram feitas para durar 250 mil km. Um carro com 60 mil km rodados já era considerado velho. Hoje, é comum comprar um carro que já tenha rodado 150 mil km sem problemas. Os automóveis duram muito mais”.

 

Já o risco de ficar sem combustível e precisar parar no meio da pista também pode terminar em multa. O Código Brasileiro de Trânsito (CTB) prevê, no artigo 180, que o condutor que for pego em vias públicas sem combustível leva uma multa de R$ 130, quatro pontos na CNH e tem o veículo removido.

 

“Isso tem uma boa razão, que é a segurança. Se você estiver em uma via de trânsito rápido ou em uma rodovia, pode provocar um acidente. Quando um carro falha, é possível escolher onde parar. Quando o combustível acaba, não”, aponta o especialista.

 

Abastecimento todo mês

 

Ainda de acordo com o chefe do Instituto Mauá de Tecnologia, é muito comum o motorista não abastecer por falta de dinheiro. Ele sugere então, que o condutor calcule o seu gasto mensal e abasteça, desde que o consumo neste período não seja mais do que um tanque.

 

"É interessante fazer as contas, pois geralmente percebemos que o gasto com combustível se repete mês a mês. É mais vantajoso abastecer uma vez ao mês do que correr riscos de causar problemas ao veículo. Se o dono do carro para toda semana para abastecer e coloca R$ 20 em gasolina, por exemplo, no fim do mês, ele vai ter dispensado R$ 100. Analisando friamente, ele vai ver que gastar a mesma coisa, só que a prestação. Vale a pena parar no posto para encher o tanque”, orienta.

 

Outra dica do especialista para poupar o automóvel de danos futuros é abastecer o tanque com o combustível indicado pelo fabricante: “Muitas vezes, o etanol ataca a bomba de combustível quando está em um nível baixo. Se o carro for flex, pode colocar todos os tipos de combustível. Se não for, não use o álcool porque isso vai danificar a bomba”.

 




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